Uma importante escolha: Seu Obstetra

A Escolha de seu Médico.

Por Suhely Bueno.

Muitas mamães ficam perdidas na hora da escolha do médico que cuidará de você durante toda sua gestação e que trará ao mundo seu filho. Pela importância que este profissional tem em nossas vidas é mais do que necessário uma escolha criteriosa, que vai desde a personalidade do médico, até o padrão de trabalho dele.

Assim que recebe o positivo, caso não tenha um obstetra, e sim apenas um ginecologista, pode através deste médico solicitar indicações, ou mesmo através de amigas, mas saiba que este não pode ser considerado o quesito que fará com que seja sua escolha final!

 

“Segundo a ginecologista e obstetra do Hospital São Luiz, Ana Paula Aldrighi, existem algumas formas para a mulher escolher o obstetra: indicações de amigos e familiares, orientação de médicos conhecidos, escolha de currículo ou ajuda do próprio ginecologista. “Independente da forma da indicação, é fundamental que haja empatia já no primeiro contato com o profissional” explica a médica. Confiança, comunicação, disponibilidade, competência, acessibilidade, liberdade e profissionalismo são critérios fundamentais para a escolha do obstetra.

O pai também é peça-chave para a escolha do especialista. “A presença do marido é muito importante para acompanhar a linha do tempo gestacional e também trocar com o obstetra uma relação de segurança e confiabilidade. Porém, a escolha evidentemente é da mulher”, explica a obstetra. (FONTE: http://bebe.bolsademulher.com_)

 

É de suma importância que tenha confiança, segurança neste seu médico, muitas vezes por sermos mães de primeira  viagem e concomitantemente hipossuficiente no assunto deixamos “as coisas” rolaram conforme o que o médico diz, muitas vezes  sem questionar. Um erro isso!!
Por mais que não tenhamos entendimento sobre assunto gravidez, não podemos acatar tudo que o médico diz sem ao menos entender porque e com é... Afinal ele esta lindando com duas vidas: sua e de seu bebê.

Se você "sentiu firmeza" no seu Ginecologista e Obstetra (GO):  Ótimo! Grande passo foi dado, mas a todo instante questione sobre os sintomas, os exames, a periodicidade das consultas, dos exames e por último, mas não o menos importante, o planejamento do parto!

Quanto ao Parto, a forma de trazer a vida, retirar do ninho o bebê, com muita frequência encontramos GO que “aconselham” a cirurgia cesariana. E se sentir que o médico está lhe induzindo a tal de forma contundente ou não procure outro médico. Não é que sejamos contra a tal procedimento, apenas temos o conceito muito claro e definido: Cesárea apenas se for realmente necessária, ou se foi uma escolha particular da paciente (sem influencia alguma de qualquer pessoa), seja por conta de doenças durante a gestação que faz com que o melhor caminho seja, de fato, a cesárea.

Por que estamos tocando neste assunto já neste momento? Porque muitos médicos dão preferência à cesárea, hoje, no Brasil e porque razão?

 

No Brasil, a maioria dos nascimentos na rede particular ainda é feita por cesáreas. O maior problema é o crescente número de cesáreas eletivas, ou seja, quando a cirurgia é agendada antes de a grávida entrar em trabalho de parto. Um dos riscos envolvidos é a chance de o médico errar no cálculo gestacional e o bebê nascer prematuro. Com isso, a criança deixa de ganhar peso e de amadurecer os pulmões, e ainda corre o risco de precisar ser internada em uma UTI neonatal por conta da prematuridade. “Muitas cirurgias são feitas sem necessidade, apenas por comodismo, tanto dos pais da criança, que querem se organizar melhor, quanto dos médicos, que não precisam desmarcar consultas para realizar um parto a qualquer momento, diz Alexandre Pupo Nogueira, ginecologista do Hospital Sírio-Libanês (SP).

A situação é diferente quando a mãe entra em trabalho de parto e, no meio do caminho, é preciso realizar uma cesárea. A chance de a criança ter problemas pulmonares é menor porque, durante o processo, há uma série de transformações que acontecem na criança que a deixam mais preparada para sobreviver fora do útero. “Não se deve interferir num processo natural, a não ser em casos específicos em que há risco de vida para a mãe e o bebê”. A data provável dos partos é em torno de 40 semanas de gestação. E, se mãe e filho estiverem bem, esse prazo pode se estender até 41 semanas e 6 dias. “ (Fonte: http://revistacrescer.globo.com)

 

Vale ressaltar que se seu médico disser que prefere, de forma até mesmo escancarada ou não, a cesariana, pois ele não deixaria um consultório com 20 clientes (sim, clientes e não pacientes) por uma para fazer o parto normal que pode durar mais de 6 horas: Repense na escolha do profissional! Bem, se seu médico disser isso ou der a entender isso: CAIA FORA! Ele mostrou ser um ser humano que visa apenas o dinheiro e não a saúde e o bem estar de seu paciente. Dessa forma, perguntamos: Este seria um médico, realmente de confiança? E pode ter certeza que este médico, na hora “H”, te deixará na mão de um plantonista de maternidade (não desmerecendo a qualidade e dos serviços de um plantonista, que é medico também), ainda mais se deixar claro que quer mesmo um Parto Normal, no qual ele foge, corre para não fazer, então façamos pergunta que não quer calar: Por que diabos fazemos o pré-natal com AQUELE médico em especifico se na hora em que mais precisaremos o mesmo estará ausente? (Falo isso com TOTAL propriedade - passei por isso e não foi nada agradável, ainda mais que este mesmo médico, não bastou ter me ”deixando na mão”, também nem procurou saber se tudo tinha corrido bem, se meu bebê também estava bem, nem no dia seguinte e nem até hoje!!!!)

 

“Por que o número de cesárea só cresce?


Por falta de informação, incentivo do médico ou até mesmo por medo do parto normal, as gestantes tendem a acreditar que a cesárea é o tipo de parto mais seguro. Mas os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que é justamente o contrário. Um estudo, que avaliou mais de 100 mil nascimentos em países asiáticos, mostrou que as grávidas que passaram por uma cesárea têm mais de sofrer complicações sérias, que podem levar à morte. Caso a cesárea seja realizada antes da mulher entrar em trabalho de parto e sem indicação médica, os riscos são 2.7 vezes maiores do que no parto vaginal, segundo as estatísticas. Já no caso dos partos cirúrgicos feitos antes do trabalho de parto, mas com indicação médica, o número cai para 2.1. 

Ainda assim, se numa roda de conversa com outras mães, você perguntar quem teve parto normal, vai perceber que as estatísticas sobre o parto cesárea no mundo são mesmo alarmantes. Dados do The NHS INformation Centre, na Inglaterra, por exemplo, mostram que 25% dos partos no Reino Unido, entre 2008 e 2009, foram cirúrgicos. Já nos Estados Unidos, em 2005, esse índice já era de 30,2%. No Brasil, os números são ainda mais assustadores. Somente no SUS, 33,25% dos partos realizados em 2008 foram cirúrgicos, de acordo com o Ministério da Saúde, o que representa cerca de 655 mil cesáreas. Todos esses dados contrariam a recomendação da Organização Mundial de Saúde, que determina que esse tipo de parto represente somente entre 10% e 15% do total realizado em um país. “
(FONTE: http://revistacrescer.globo.com)

 

 

Por isso mamães questionem sempre seu médico a cerca de tudo, faça com que ele explique, mostre como tudo vai funcionar, perceba o método dele de trabalho logo no início e veja se vai ao encontro daquilo que pensa, acredita e quer! Não se deixe levar apenas pelo fato de ser leiga, até porque essa é uma razão forte para que sempre faça perguntas, questionemos, procuremos  saber, entender sobre o pré-natal e o planejamento do parto com base naquilo que quer (não apenas por comodidade - pense no seu filho), com base nos exames de pré-natal, histórico clínico e familiar, etc...

 

Logo abaixo algumas informações importantes com relação o Parto para que possa já formar sua opinião e discutir o assunto, tendo o mínimo de entendimento, com seu GO; Com relação aos exames básicos necessários para um bom pré-natal acesse nossa canal: http://gestantes-bebe.webnode.com/news/lista-de-exames-basicos/

 

“Os benefícios do parto normal


Para o bebê: esse tipo de nascimento é bom porque segue o processo natural. Ela nasce na hora certa, a não ser nos casos de prematuros. Existem várias evidências e especulações de que o trabalho de parto não é meramente uma atitude física de expulsão do bebê, e sim uma alteração de padrão hormonal em que há liberação de hormônios pela mãe e bebê que sinalizam que o momento de nascer está chegando. Outro beneficio é que o tórax do bebê é comprimido ao passar pelo canal de parto, o que faz com que ele expulse secreções das vias respiratórias, tornando-o mais adaptado a respirar. 

Para a mãe: além do aspecto psicológico, da satisfação da mulher em poder dar à luz, a recuperação é mais rápida e são menores as chances de complicações após o procedimento, como sangramentos ou infecções, por exemplo.
  

Quando o parto cesárea é realmente necessário? 


-->Quando a placenta cobre parcial ou totalmente o colo do útero, impedindo a saída do bebê, a chamada placenta prévia; 

--> Caso a mãe tenha herpes genital com lesão ativa até um mês antes do parto; 

--> Em casos raros de doenças cardíacas; 

--> Se o bebê está atravessado, mas antes é possível tentar ajudá-lo a ficar na posição correta; 

--> Nos casos em que a gestante tenha aids com varga viral muito alta ou desconhecida;

--> Quando há descolamento prematuro de placenta; 

--> Se a abertura do colo da mãe é pequena para o bebê, algo que ocorre em menos de 5% dos partos; 

--> Nas situações em que o cordão umbilical penetra no canal de parto antes do bebê; 

--> Se há diminuição drástica no fluxo de oxigênio ou nos batimentos cardíacos, o que ocorre em apenas 1% dos partos. 
(Fonte: 300 respostas da Crescer sobre gravidez)

 

Quando a cesárea não é necessária 

 

• Cordão enrolado no pescoço do bebê (não importa quantas voltas), desde que o bebê esteja bem. 
• Falta de dilatação. Pode ocorrer por um distúrbio raro no colo do útero (menos de 1% das mulheres o têm), mas, na maioria das vezes, se não dilatou é porque não chegou a hora mesmo. 
• Se passou da semana número 40 da gravidez. É normal esperar até 42 semanas, monitorando o bebê. 
• Se a mulher tem mais de 35 anos. 
• Se a mulher teve uma cesárea anterior. 
• Se o trabalho de parto está demorado. A mulher pode passar vários dias sentindo algumas contrações, sem ter entrado em trabalho de parto. Os médicos só consideram trabalho de parto quando há mais de 3 cm de dilatação e contrações regulares. Aí, então, o processo pode levar entre 8 e 18 horas. 
• Bacia estreita (esses casos são raríssimos e, em geral, a mulher já descobriu a alteração antes). 
• Bebê grande demais (um bebê precisa ter mais de 4,5 quilos para ser considerado grande. É bem raro). 
• Se a mulher tem verrugas genitais, mioma ou HPV (a não ser que obstruam a passagem do bebê).”
(FONTE: http://revistacrescer.globo.com)